[Noticia]Solução dos mistérios da série “The Killing” não é conhecida nem pelo elenco

O elenco principal de “The Killing”, a série-sensação da AMC, concorda com o controvertido final da série. Mas, como a maioria dos fãs, espera que o crime que foi o foco da primeira temporada –o assassinato da adolescente Rosie Larsen– seja plenamente resolvido logo no início do segundo ciclo, no primeiro semestre de 2012.

“O que posso dizer?”, comenta, com um sorriso, Mireille Enos, a detetive de homicídio Sarah Linden, protagonista de “The Killing”. “Eu entendo a frustração dos fãs. Mas sei que a preocupação dos roteiristas é manter o mais alto possível o nível de qualidade da trama. Foi um dos fatores que me atraiu imediatamente para o projeto: não era mais uma série policial como tantas outras na TV, era uma série comprometida com os personagens, como desenvolvimento das personalidades dos personagens, a exploração do universo emocional dos personagens. Sei que cada decisão é tomada com esse objetivo, e o episodio final não foi diferente.”
“The Killing” é uma adaptação da série policial dinamarquesa “Forbrydelsen”, sucesso na Europa em 2007-2008, reinterpretada por Veena Sud, a principal roteirista da série “Cold Case”. “Veena está fazendo um trabalho incrível, realmente reinventando a série”, diz Billy Campbell, o candidato a prefeito de Seattle Darren Richmond, cuja campanha parece estar intrinsecamente ligada ao crime. “Eu procurei ver a série original, e acho genial como estamos, na verdade, criando uma nova história com os mesmos princípios, o mesmo clima. Se fosse a mesma história seria impossível manter o suspense, estaríamos repetindo o mesmo crime, com os mesmos resultados.”
Curiosamente, seus companheiros de elenco –Enos e Joel Kinnaman, o detetive Holder, parceiro de Linden por força das circunstâncias– preferiram não ver a série original. “Eu queria ter a oportunidade de criar minha própria personagem, sem contaminação”, diz Enos, acrescentando que aceitou apenas repetir algumas peças do guarda roupa de sua contrapartida dinamarquesa, Sarah Lund: o enorme suéter marrom, a jaqueta igualmente gigantesca. “São peças-ícones do vestuário da personagem, e um modo tanto de fazer uma referencia à série original quanto enfatizar que Sarah não é uma detetive como tantas outras na TV, uma figura absurdamente glamourosa num mundo sombrio de violência. Ela é uma mulher de verdade, com problemas verdadeiros, e é isso que a torna tão interessante.”
Kinnaman, nascido na Suécia de pai americano e mãe sueca, teve muitas oportunidades para ver “Forbrydelsen”, mas também não quis. “Meus pais são fãs da série original e viviam me falando dela, querendo contar detalhes. Mas eu proibi esse tipo de papo”, ele conta. “Até porque meu personagem é inteiramente novo, não tem nada a ver com a série original. Na série dinamarquesa ele é um detetive mais velho, super conservador, que quer fazer tudo direitinho, segundo as regras, e não se conforma em ter que delegar poder a uma mulher. Como o meu personagem, ele é um desafio e um obstáculo para Sarah, mas de uma natureza completamente diferente. Holder tem uma personalidade complicada e estava contando com o novo posto, que ainda está ocupado por Sarah. O detetive dinamarquês tem um problema mais claro com mulheres no poder.”
Parte da invenção de Holden, para Kinnaman, é seu sotaque indefinível, temperado da ginga da cultura hip hop. Kinnaman, que cresceu bilíngue em sueco e inglês, imaginou Holden como um cara que passou boa parte de sua vida na rua, altamente influenciado por rap e pelo ambiente “gangsta”. “Ele se identifica com essa cultura e quer falar como eles, mas, obviamente, é branco”, diz Kinnaman . “No ginásio meu pai me mandou para uma escola no Texas onde 2/3 dos alunos eram negros ou latinos. Usei esses elementos para criar Holden.”
Para manter as interpretações frescas e vitais, os roteiristas jamais revelam aos atores o que vai acontecer com seus personagens –e por isso eles mesmos não sabem quem matou Rosie Larsen. “Veena às vezes me passava novos detalhes sobre o passado de Sarah, para me ajudar a compor certas cenas”, diz Enos. “Mas há um mundo de coisas que eu mesma ainda tenho que descobrir sobre ela. Eu prefiro assim. Certa vez, por engano, eu recebi o roteiro de um episodio futuro quando ainda estávamos trabalhando no anterior –acho que foi do episodio oito quando estávamos filmando o sete. Aquilo me deixou completamente confusa”.
O fato de ninguém –fora os roteiristas e executivos da AMC– saber a resolução do mistério inspirava animadas rodadas de cerveja nos bares de Vancouver , onde a série é filmada, com os atores arriscando palpites baseados em cada episódio gravado. “Jamais chegávamos nem perto”, diz Enos. “Mas era bom para quebrar o clima do texto, que é muito sombrio”.
O elenco também é unânime no ódio a um único elemento da série: a máquina de chuva empregada para aumentar o clima sinistro. “Eu compreendo”, diz Kinnaman. “Vancouver, como Seattle, tem muita névoa e chuva fina que não registra na câmera, é preciso aumentar a intensidade com a máquina. Mas tinha horas que eu sinceramente queria matar os coitados dos operadores. Eu olhava para eles com uma cara feiíssima… mas trabalhar com as roupas ensopadas, naquele frio, realmente tinha momentos difíceis. Se bem que era bom para me manter ancorado no personagem…”

Fonte: UOL Televisão

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Publicado em julho 1, 2011, em Noticia, The Killing. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Olá amigo. Post legal. Mas se você não colocar o site da UOL de fonte no final, vai pegar mal não acha? Vai parecer plagio.Att;

  2. Então mais eu peguei o texto do site Notícias da TV e já puis a fonte

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