Especial: Doctor Who – A Sexta Temporada

A temporada sobre as origens de River Song.


Atenção: Essa não é uma review com visão geral da temporada, e sim de todos os episódios. Contém SPOILERS.

 Não foi aquela best season, mas quem assistiu da 4° temporada*, mudou seus conceitos sobre River Song. O incrível é que também é a primeira temporada em que prova o amor de um casal, entre diversos desafios. Em pequenas palavras, 6×01-02-04-07-08-09-10-11 perfeitos, 6×03-05-06-12 “desnecessários”, e uma season finale (primeira vez que não foi dupla) 6×13 super hiper prometida, mas o primeiro episódio que Steven Moffat decepciona fãs.

Começando com os duplos The Impossible Astronault e Day of the Moon, a temporada já mostrou que seria perfeita — aham Cláudia, a 5° começou boa, mas não foi lá aquela maravilha — mostrando diversas coisas na mesma introdução, Rory e Amy sem saber os paradeiros do Doctor, eis que surge River Song e mais pra frente, o Doctor. Daí do nada, em um belo piquenique, surge um astronaulta e pá, mata o doctor (WTF) e nem se quer espera ele se regenerar, acabando com o último Senhor do Tempo, chocando vários fãs. Depooois que fala que aquele era um Doctor do futuro , tanto que ele já estava com mil e tantos anos, e olha que o conhecemos (série 2005) com uns 900 anos e uns quebradinhos.

Descobrimos nosso novo vilão (que apareceu bem pouco), chamado The Silence, criatura que faz perder a memória ao virar as costas depois de vê-los, ou seja, como lutar com alguém que esqueceremos que existe? Foi um pouco sinistro. Tivemos também uma grande surpresa: Amy estava grávida! (Moffat esqueceu de colocar no Confidential as câmeras da tardis que gravaram Amy e Rory copulando).

Nos primeiros episódios, Amy sentiu-se meio torturada com a idéia que o Doctor morreu e tal, que não podia falar nada e blá-blá-blá. Mas imagina você sabendo que uma pessoa querida vai morrer e não pode contar? Também em diversos episódios, ela ficou vendo uma mulher com tapa olho, abrindo uma parede toda hora, como se estivesse vigiando-a, e só ela podia ver, mas depois foi explicado o porquê.

Simplesmente tem episódios duplos de Doctor Who que são bem desnecessários terem uma seqüência, e nessa temporada não foi diferente, o quinto e sexto episódio, intitulados The Rebel  Flesh e The Almost People  respectivamente, foram um desperdício total, coadjuvantes bem ruins e uma historinha longe de se engolir. Precisava de dois episódios sobre pessoas reais e suas cópias? Talvez sim, talvez não, mas o cliffhanger da segunda parte mostrou sua importância: a nossa Amy estava bem longe deles, a Amy que estava com eles era na verdade uma cópia e que a mulher de tapa olho que estava vendo, ela simplesmente estava olhando se Amy estava pronta… Para dar a luz, já com um barrigão enorme.

E daí que os episódios duplos (apesar de exibidos em tempos diferentes) 6×07 “A Good Man Goes to War” um maravilhoso Mid-Season Finale, mostrando quem é River Song: filha de Amy e Rory, e ainda meio humana, meio Senhor do Tempo (os pais fizeram na Tardis né). A cena foi bem linda quando eles descobrem, sem falar de vários vilões e amigos do doctor que estavam do lado dele, para salvar Amy da Kovarian (a mulher com tapa olho) & Cia. Achei que o oitavo episódio seria mais um daqueles que os britânicos têm mania de matar Hitler (Misfits, cof..cof), mas o titulo “Let’s Kill Hitler” tem uma metáfora no meio, pois foi exatamente ao contrário. Hitler foi o que apareceu de menos, o considerado malvado da história foi o Doctor, que na nova visão o mundo tem que se preparar contra ele, ou seja, o bad guy ‘Hitler”.

Daí é introduzido uma nova personagem, Mells, onde teve um pequeno flashback na infância de Amy, onde ela sempre idolatrou o Doctor de tando que Amy falava, e ela também foi responsável por unir Rory e Amy (destaque: Amy achava que ele era gay). Um pouco mais tarde, Mells morre, e se regenera virando River Song, COMOO ASSIM? Só que não River como conhecemos, é ela no ínicio, da onde ficou conhecida como River Song, que aliás aprendeu o nome pois o Doctor a chamou assim, sem falar da sua frase preferida “SPOILERS”, e que ele deu o diário-tardis para ela escrever suas memórias. Disso aí só foi estranho uma coisa: ela tava do mal, já que o The Silence a programou para matar o Doctor, mas aí foi revelado que ela que tinha que matá-lo naquela praia, e claro, ela era aquele astronauta. Daí fez total sentido que aquela menininha na roupa de astronauta e aquela que se regenerou era a Mells/Melody/River Song, o tenso é que ela deu todas as suas regenerações para salvar o Doctor, acredito que sobrou pelo menos alguma…

Também tivemos os episódios aleatórios e sem justa causa da temporada, 6×03 “The Curse of the Black Spot”, 6×09 “Night Terror’s” e 6×12 “Closing Time”, este último teve sim uma motivo (seria melhor se fosse um mini-episódio ). Muitas pessoas odiaram o terceiro, eu amei essa coisa de ‘piratas do caribe’ e sereia que mata os marinheiros, mas que na verdade era uma médica alien. O nono episódio, considerado por mim o terceiro mais assustador da série (2005) — o segundo 1×09 “The Empthy Child” e o primeiro claro, 3×10 “Blink” — foi um maravilhoso episódio, explorando que o medo de uma criança e monstros reais um belíssimo fun fact, adorei todo aquele clima tenso de bonecas com cabeças gigantes e assustadoras, e a transformação de Amy numa boneca. O penultimo episódio ficou com uma cara daqueles especiais depois da season finale, quando o doctor se despede de suas companions, ou seja, apenas uma aventura qualquer. Apesar de SUPER MORNO, foi bem legal ele lembrar do Craig, visitá-lo antes de morrer e travando uma pequena batalha contra os Cyberman. A surpresa é que o Craig ia virar um deles, mas como esses aliens não tem emoções, seu filho ficou chorando e pá, falou mais alto. Foi interessante.

O bonitinho episódio, 6×04 “The Doctor’s Wife”, mostrou a TARDIS como pessoa, e foi simplesmente awesome. Também teve o plot de Amy e Rory presos na TARDIS, e uma coisa maligna controlando-a, e ao mesmo tempo mostrando caminhos da máquina do tempo jamais vistos. O curioso foi a parte em que uma porta se fechava para Amy e a separava de Rory, daí um pouco depois ela encontrava o Rory, mas pra ele já tinha se passado vários anos, e ele esperando por ela, com muita raiva, ódio, querendo matá-la, mas era apenas uma alucinação.
Pra quem ainda estava se matando de tantos episódios provando o amor de Rory e Amy, chega o 6×10 “The Girl Who Waited”. Fizeram um episódio que ficou uma coisa bonitinha, mas sei lá, talvez não foi preciso tanto mimimi.Nossa, eu esperava tanto desse aqui, não foi ruim, mas também não foi bom. Foi um dos melhores da sexta, mas também foi um dos piores da série (2005). Gostei dessa coisa da Amy em diferentes tempos, mas enfim, quem sofreu foi o Doctor, que foi mais odiado pelos companions como nunca.

Diferente de outras despedidas das companions Rose, Martha e Donna, tivemos uma grande surpresa 3 episódios antes da season finale, no 6×11 “The God Complex” finalmente Doctor teve que se despedir de Amy e Rory (tava na hora, chega de dramas do casal). Falando nesse maravilhoso episódio, eu amei, foi bem sobrenatural, não foi assustador como o 6×09 mas se fosse da série Supernatural, seria bem interessante. Adorei a idéia do minotauro que era um deus que as pessoas tinham que idolatrá-los depois de verem seus quartos: com os seus piores pesadelos. Mas aí não se tratava apenas em coisas ruins, era sobre aquilo que mais acreditava, em que depositava fé, e qual pessoa que Amy teve fé na vida? O doctor, daí a Amy teve que perder sua fé nele, para o minotauro não matá-la. Ai, que despedida linda foi aquela? (Lembrando que teve até os Anjos Lamentadores em um quarto)

Na tão prometida season finale 6×13 “The Weeding of River Song”, episódio bem polêmico e questionado por vários fãs, pois foi o primeiro que Stteven Moffat conseguiu decepcioná-los. Não me decepcionei, porque claro, já estava preparado para essa decepção, afinal terminei a Season 6 essa semana. Não foi tão ruim como pensei que fosse, merecia sim um episódio duplo, e ao mesmo tempo não mereceu, pois foi na minha opinião, bem explicadinho apesar de um pouco confuso. Uma coisa já tinha sido falada: o tempo pode ser reescrito, e foi assim que River impediu de matar o doctor naquele lago, mas também criou uma realidade em que aquela exata hora, exato minuto, ficassem para sempre, paralisando o tempo. Adorei toda essa idéia do tempo parar, e olha só, o tapa olho era um drive que funcionava como memória externa (pena que era uma arma suicida quando perto dos The Silence).

Lógico que o título seria uma metáfora, mas acabou acontecendo um casamento de verdade (sem direito a vestido branco e jogadas de arroz, mas tudo bem) foi incrível. Vou sentir saudades da Amy e Rory, sinceramente. Será que eles vão aparecer na próxima temporada? Acho que sim, PIOR É QUE AMY É A SOGRA DO DOCTOR, HAHA. Doctor Who? Doctor Who? Teoria interessante, essa é a primeira pergunta que vem na cabeça de uma pessoa, que assiste ou vê o nome da série. Adorei essa ser a tão esperada pergunta que nunca deve ser respondida e acho que se algum dia for, vai perder a graça. Ancioso demais pela nova temporada!

E Mais:

*= Porque tipo né, acho que é a única serie que ainda tem gente começando da era do 11° Doctor (5° Temporada) e não começar do COMEÇO, com a 1° Temporada (9° Doctor ‘Eccleston’ e Rose), pena que estão perdendo bastante coisa, tipo assim, a primeira aparição da River Song no 4×08 “Silence in the Library” e 4×09 “Forest of Dead”, além do melhor episódio da série, Blink.

– Adorei a explicação do título 6.07. “Demonios fogem quando um bom homem vai a guerra”, ou seja, o Doctor chega, e pá, bang bang.

– Quem lê minhas reviews, sabe que eu analiso os episódios e dou a nota que eles merecem. Vamos lá então: 6×01- 9.8; 6×02- 9.3; 6×03- 8.4; 6×04- 9.2; 6×05- 5.9; 6×06- 7.4; 6×07- 10; 6×08- 9.6; 6×09- 9.7; 6×10- 8.4; 6×11- 10; 6×12- 7.5; 6×13 (Season Finale)- 9.0.

– Em breve, mesmo antes ou depois do especial de natal, farei uma review de todos os mini-episódios da sexta temporada.

Agora é só aguardar para o especial de natal, o 7×00- The Doctor, the Widow and the Wardrobe. [sim, o título é referência de Cronicas de Narnia]

Até lá!

@ipcs_

Publicado em dezembro 16, 2011, em Doctor Who, Review. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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